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Arquivo mensal: janeiro 2012

O Céu dos Animais e a Ponte do Arco-Íris

Sim, os animais tem alma, e valem pelos melhores amigos (Chico Xavier).

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Que as lágrimas não nos impeçam de nos lembrar que um ser que chega na nossa vida é um presente que nos foi ofertado.

Há presentes assim valiosos que não duram muito, quando nossos corações desejariam que durassem eternamente e ignoramos por que eles se vão quando a vida parece apenas começar.

anjo_enzoMas se nos perdemos nesse mundo de questões sem respostas, a dor será muito maior que as lembranças de tudo o que a vida nos permitiu juntos enquanto durou a caminhada na terra.

Se tivéssemos que voltar atrás, teríamos preferido não ter encontrado, não ter conhecido, somente por que não pudemos guardá-lo no nosso seio mais tempo?
Não…

O vento passa, mas nos refresca; a chuva vem e vai, mas sacia a terra.

O importante mesmo não é a quantidade de tempo que as coisas ou os seres duram, mas a riqueza que elas trazem à nossa alma, e o amor que nos permitimos dar e o que aceitamos receber.

As dores das partidas definifivas são indizíveis, indefiníveis, mas que elas nunca nos impeçam de nos lembrar da vida compartilhada.

Que as lágrimas não nos impeçam de sorrir novamente um dia quando a dor for mais amena e as lembranças felizes começarem a voltar, como as flores no jardim a cada primavera.

A eternidade existe para que esperemos por ela, para que tenhamos o consolo de saber que um dia, se o Deus-Pai permitir, Ele que nos ama de amor infinito, poderemos novamente nos encontrar.

Minha adaptação do texto de Letícia Thompson.

 

Enfermeira matou yorkshire muda de cidade

 

A enfermeira de 22 anos, suspeita de agredir e matar o próprio animal de estimação, tenta reconstruir a vida longe de Formosa, no Entorno do DF, onde ocorreu o incidente em novembro do ano passado.

Prestem atenção a animação abaixo, que retrata como a yorkshire Lana morreu.

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Mudança
Sem especificar a cidade, o advogado Gilson Saad disse que ela, o marido e a filha moram atualmente na Região Metropolitana de Goiânia.

De acordo com o advogado, a permanência da família em Formosa já não estava boa, por causa da comoção popular com o caso. Manifestantes chegaram a tentar apedrejar o prédio onde a família morava e tiveram de ser contidos pela Polícia Militar.

A situação ficou ainda mais difícil depois que a prefeitura da cidade não renovou o contrato com o marido da suspeita. Ele atuava como médico em uma das unidades de saúde do município. Quando conseguiu emprego em uma cidade perto de Goiânia, a família se mudou.

Segundo Saad, desde que teve os números de telefone divulgados na internet, a enfermeira decidiu não ter celular. Por esse motivo, o defensor não teria tanto contato com a cliente. “Ela está bem, aguardando o desenrolar do caso”, diz Saad.

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O advogado da enfermeira de 22 anos suspeita de agredir e matar um cachorro da raça yorkshire criticou, nesta quarta-feira (18), a decisão da Polícia Civil de indiciar a mulher por constrangimento da filha. A menina, na época com 1 ano e 6 meses, assistiu às cenas de agressão ao yorkshire.

“O laudo psicológico deu a entender que a criança tem muito apego à mãe e não demonstrou nenhum abalo aparente por causa das cenas presenciadas”, argumentou o defensor Gilson Saad. Segundo ele, não há prova técnica para a acusação.

Em entrevista ao G1 do Distrito Federal, a delegada Renata Brandimarte, da 2ª Delegacia Policial de Formosa, disse que o laudo psicológico a respeito do impacto das cenas de agressão sobre a filha da enfermeira não foi conclusivo. “A informação é que é difícil analisar uma criança tão pequena, de 1 ano e 6 meses. A avaliação é mais precisa a partir dos 3 anos”, explicou.

Nesta semana, a delegada concluiu o inquérito. A enfermeira será indiciada por maus-tratos ao animal, além de constrangimento da filha. O resultado da diligência deve ser encaminhado ao Ministério Público de Goiás na próxima semana.

Sobre o indiciamento por maus-tratos, Saad disse que já era esperado. Ele informou que vai aguardar a promotoria se manifestar para prosseguir com a defesa.

Fonte: G1

 

Crise esvazia delegacia de proteção aos animais em Campinas

Há pelo menos 20 dias, quem vai até a Delegacia de Defesa dos Animais de Campinas para registrar um boletim de ocorência (BO) não consegue fazer a denúncia. O órgão, que oficialmente se chama Setor de Defesa e Proteção dos Animais, está sem escrivão e sem delegado. As pessoas que chegam ao local são orientadas a prestar queixa em outros distritos policiais da cidade.

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Marisa Galvão, presidente do Grupo de Apoio ao Animal de Rua: dificuldade para registrar ocorrência

Por falta de autoridades, os policiais também não podem efetuar prisões em flagrante. Além disso, sem ninguém para documentar os depoimentos, investigadores estão impossibilitados de continuiar diligências dos casos já registrados no departamento.

A delegacia foi criada em fevereiro do ano passado como uma inciativa pioneira da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para dar tratamento especial e agilidade na solução de crimes contra animais e o meio ambiente. As atividades funcionam no mesmo prédio do Setor de Arquivos e Registros Criminais (Sarc), no bairro Nova Campinas, mas com uma equipe independente. Porém, o Correio apurou que o grupo sofre com a falta de infraestrutura da Polícia Civil de Campinas.

A delegada titular do setor, Rosana Mortari, está de licença médica, segundo a Delegacia Seccional. No momento, o setor tem apenas três funcionários escalados para atender casos relacionados à causa animal em cinco cidades — Campinas, Valinhos, Vinhedo, Indaiatuba e Paulínia — em um departamento que recebe em média 40 denúncias por dia. A delegacia também não conta com veículos adequados para remover e transportar os animais e não tem um abrigo para os bichos.

Fontes da Polícia Civil afirmaram que o escrivão da Delegacia de Defesa dos Animais foi realocado em outro distrito policial por falta de pessoal. Já o delegado da Seccional, José Carneiro de Campos Rolim Neto, afirmou que o funcionário está de férias. “Temos dois escrivães lá, mas que ficam no Sarc. O da Delegacia de Defesa dos Animais está de férias e a delegada de licença médica e volta na próxima semana. Por isso que estamos pedindo, em caráter emergencial, para que as pessoas procurem outras delegacias”, explicou Neto.

A psicóloga, Rosana Campos, de 52 anos, afirmou que foi várias vezes até o local para registrar crimes diferentes contra animais, mas em nenhuma das tentativas conseguiu realizar o procedimento. Uma das denúncias era a respeito de uma cadela da raça pit bull estuprada frequentemente por seu dono. “Me disseram para ir em outro distrito nas duas vezes. É um pena, porque a delegacia tinha sido criada justamente para atender crimes dessa natureza. Foi um grande passo para quem se preocupa com a causa animal. O que está acontecendo é um retrocesso, uma prova que a questão animal não é levada a sério por esferas superiores”, afirmou Rosana.

Outra que não consegue fazer BO há 15 dias é a presidente do Grupo de Apoio ao Animal de Rua de Campinas, Marisa Galvão. “Tentei duas vezes, eles falaram que não tinham como realizar o procedimento. É triste, porque eu sei que quem trabalha lá são pessoas familiarizadas com a causa e querem ajudar. Mas eles não conseguem fazer nada sem o BO. Nas outras delegacias eles tentam te convencer a não fazer a ocorrência”, afirmou Marisa.

Situação preocupa órgãos de defesa e militantes

A informação de que a Delegacia de Defesa dos Animais de Campinas não consegue cumprir o seu papel há 20 dias causou preocupação em militantes contra os maus tratos em animais.

O deputado estadual Feliciano Nahimy Filho (PV), um dos idealizadores da delegacia, afirmou que marcou uma reunião com o delegado da Secional, José Carneiro de Campos Rolim Neto, para discutir uma solução para o problema. “A delegacia era um desejo antigo de quem luta pela causa animal na cidade. Não vamos deixar que as coisas cheguem a esse ponto”, disse o deputado.

Já o presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas, Flávio Lamas, afirmou que o grupo se reúne na próxima quarta-feira para debater o assunto. “Nossa delegacia foi uma das primeiras do País a adotar este modelo independente e começou com uma estrutura ótima e muita boa vontade. Não sei o que aconteceu nesse meio tempo”.

Para o veterinário Diogo Ribeiro Siqueira, de 29 anos, os crimes contra animais não podem ficar para segundo plano. “Muitas vezes as autoridades não entendem que a questão dos maus-tratos não envolve apenas o bem-estar do bicho, mas o bem-estar humano. A delegacia trata de questões sanitárias e isso tem a ver com a questão da saúde pública, que tem grande impacto para a vida da população”, explicou Siqueira.

 

Fonte: Paulinia News

 

CASO ASSASSINA ANIMAIS/SP- AJUDE A PRENDÊ-LA

Protetores e amantes dos animais,
Todos sabem que as leis de proteção animal são fracas, praticamente inexistentes, mas é por isso mesmo que não podemos deixar que o “caso Dalva” caia no esquecimento.

Temos que juntar provas e depoimentos que ajudem na investigação. É hora de nos unirmos em nome de todos os animais, que não podem falar e não podem se defender.

Por favor, quem já tiver entregado animais à Dona Dalva, manifeste-se. Conte como foi, o que ela prometeu, pra onde ela disse que os levaria e que destino tiveram. Procurem em suas caixas de email conversas que possam ajudar na investigação. Essa senhora era conhecida no meio, com certeza muitos de vocês podem auxiliar no processo.

Onde está aquele senhor que entregou a cadelinha com gravatinha de pet shop essa semana a ela? E todos os outros? Ninguém reconheceu seus animais nas fotos estampadas em todos os jornais? Ou no nosso boletim?

Não se omitam, não sintam medo de denunciar. Sintam medo do que pode continuar acontecendo aos animais.

Se precisarem de orientação jurídica, nosso advogado Rodrigo Carneiro está à disposição no email juridico@adoteumgatinho.org.br. 

O Adote um Gatinho possui a guarda dos 8 gatos e 1 cadelinha econtrados vivos na casa da Dona Dalva, mas se essa senhora se provar inocente talvez a justiça determine que eles retornem a ela. Não podemos nem imaginar isso acontecendo!

Se você não é protetor dos animais, mas acha que as leis são brandas demais e deseja justiça, ou ao menos deseja que os animais que acolhemos não voltem para as mãos dessa senhora, compartilhe essa mensagem para que ela atinja o maior número de pessoas possível.

O momento é agora e contamos com a ajuda de todos.
Susan  – Adote um Gatinho

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Se só agora você soube do caso compartilhe, divulgue, para que essa mensagem chegue as pessoas que entregaram animais ou dinheiro a Dalva e seus comparsas.

 

Caso da matadora de animais/SP e seus comparsas

Mulher detida suspeita de matar cães e gatos em SP é solta, e não agia sozinha.
Nota do Blog: O flagrante na madrugada dessa sexta-feira 13, não terminará com essa matança cruel de animais, com a precária legislação existente de maus-tratos aos animais.

=> A desconfiança original (ainda não descartada), era de que essa Dalva e seus comparsas;

– Vendiam a carne dos animais para restaurantes,

– Vendiam a pele dos animais até para fora do país, para confecção de roupas, brinquedos.

– Vendiam o sangue dos animais para clinicas veterinárias e ritos satânicos.

Portanto se a mesma não for acusada de “Estelionato”, e ter o seu sigilo telefônico e bancário quebrados, não conseguiremos saber ‘quem realmente pagava para que os animais fossem mortos’, e quem se beneficiava financeiramente dessa crueldade.

Dalva recebia e às vezes cobrava dinheiro para supostamente vacinar/castrar os animais que matava. Prova disso é que em alguns gatos mortos encontrados no saco de lixo estavam com a barriguinha raspada, sinal de que foram castrados recentemente. Os corpos descartados eram todos de animais de pequeno porte, a maioria filhotes que somente tinham o sangue retirado. Já os animais de médio e grande porte recai a suspeita de além da venda do sangue, também o comércio das peles e da carne de cães e gatos.

A matadora de animais Dalva Lina da Silva, é só uma integrante dessa quadrilha, que precisa ser desmembrada, e que precisa ser devidamente investigada, por conter indícios de que médicos veterinários estariam cientes dessa crueldade, já que compravam o sangue desses animais, para depois cobrarem exorbitantes somas de tutores os quais os animais necessitassem de transfusão de sangue.

Os animais mortos encontrados no saco de lixo, além de passarem pela perícia, para determinar a causa da morte, também vão oferecer pistas da procedência desses animais, caso estejam microchipados, que é o que ocorre quando são castrados em mutirões da prefeitura de São Paulo.

O vereador Tripoli em entrevista ao portal Terra disse; “Você não faz um ritual religioso com 30 animais, pois o volume é muito grande e não há necessidade. Sem sombra de dúvidas pode haver um comércio paralelo para o sangue dos bichos, pois uma bolsa, segundo as ONGs que trabalham conosco, custa até R$ 300. Elas seriam vendidas para veterinários, clínicas e hospitais, para depois serem usadas em transfusões e outros fins. O inquérito policial deve confirmar”, afirmou Tripoli.(click para ler na íntegra)

Por volta das 1h30, da madrugada, Juliana Bussab e Susan Yamamoto da ONG “Adote um gatinho”, foram até o local para tentar retirar os 11 gatos que ainda estavam vivos dentro da residência da matadora, o que não foi permitido e ocorrerá somente hoje com uma liminar de um Juiz, na qual a ONG ficará como fiel depositária dos animais.

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Uma mulher identificada como Dalva Lima da Silva, de 43 anos, foi presa, no final da noite de ontem, na rua Mantiqueira, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, sob acusação de maus tratos contra animais e crime contra a natureza. Pelo menos 33 animais, entre gatos e cachorros, foram encontrados mortos dentro de sacos de lixo, um deles na calçada, em frente à casa da vizinha da acusada.

Denúncia – Organizações não-governamentais (ONGs) protetoras dos animais, há 20 dias, contrataram um detetive particular após receberem denúncia de pessoas que entregavam os cães e gatos, achados na rua, para essa mulher, que se dispunha a cuidar dos bichos.

Os sacos de lixo contendo os animais mortos, segundo a polícia, eram colocados na porta das casas vizinhas, junto aos demais sacos, para não levantar suspeita. Tudo era levado pelo caminhão de coleta de lixo.

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Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Vídeo do R7, com o flagrante dos animais mortos.

Por volta das 23h, o detetive testemunhou Dalva deixando um saco plástico em frente à casa vizinha. Policiais militares da 3ª Companhia do 11º Batalhão foram acionados e detiveram a acusada, que foi encaminhada para o plantão do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), no centro da capital. Na casa de Dalva, os policiais encontraram mais sacos e sedativos, que eram dados aos animais antes de ela matá-los. A maioria tinha o sangue retirado pela mulher, suspeita de realizar rituais satânicos.

Segundo a Polícia Civil, a mulher foi liberada porque o caso é considerado de menor potencial ofensivo. À polícia, Dalva Lima da Silva, de 42 anos, assumiu a responsabilidade por apenas cinco animais – ela afirmou os recebeu doentes e tentou tratá-los. Como não obteve sucesso, aplicou anestésico para que eles morressem sem dor.

Durante a madrugada, a polícia informou que foram encontrados os corpos de 33 animais na calçada de uma casa da Rua Mantiqueira, 168 Vila Mariana fone : 8223-9694, na Zona Sul de São Paulo.

E, numa nova contagem, verificou-se que eram 39 cadáveres – quatro cachorros e 35 gatos. Segundo ainda a polícia, Dalva não mora sozinha. Durante depoimento, segundo um dos policiais civis, a mulher, que não aparentava nenhum sinal claro de distúrbio mental, chegou a contar várias histórias diferentes. Ela assinou um termo circunstanciado de crime ambiental, podendo ser processada e condenada a uma pena de três meses a um ano de prisão.

Na delegacia, a mulher afirmou que há 13 anos resolveu, por conta própria, cuidar de animais de rua. Ela também disse que um abrigo de Diadema, no ABC, encaminhava animais doentes para que ela cuidasse.

“Ela disse que tentava conduzir os animais para ONGs, e era negado”, disse o delegado Wilson Correia Silva, da divisão de crimes contra o meio ambiente. “Ela admitiu que levou cinco animais a óbito, que segundo ela não estavam respondendo ao tratamento. Ela decidiu sacrificá-los, a aplicava anestésico. Os demais ela disse não saber como morreram, afirmou que não estavam sob seu cuidado.”

O delegado informou que será instaurado um inquérito para investigar o caso e que irá requisitar as imagens que o investigador particular afirmou ter das ações da suspeita. Os protetores de animais que contrataram o detetive também serão ouvidos.

Recolhimento de animais
A polícia determinou que os gatos que foram encontrados dentro da casa ainda vivos fossem recolhidos pela ONG “Adote um gatinho” – entretanto, o advogado da instituição afirmou que nesta manhã a casa estava fechada e não foi possível recolher os animais. “A PM preservou o local a noite inteira e há indícios de que haja alguém dentro, mas ninguém atende”, afirmou. O delegado Silva informou que deslocará uma equipe ao local para tentar resolver o problema.

O advogado da suspeita, Martim Lopes Martinez, confirmou a versão dada por ela à polícia. “Segundo ela, ela recebe cães e gatos doentes, de rua, e tenta tratá-los. Os que não conseguem sobreviver ela dá uma anestesia para que eles não sofram. Ela disse que ligava para várias instituições pedindo ajuda, mas isso era sempre negado”, afirmou o defensor. De acordo com ele, Dalva é viúva vive na casa com as filhas de 22 e 5 anos, e não trabalha – ela vive de uma pensão deixada pelo marido.

Por volta das 10h30, o G1 voltou a procurar Martinez para comentar a tentativa da polícia de retirar os gatos que ainda estão na casa de Dalva. O advogado, porém, não atendeu as ligações.

Para assistir ao vídeo do G1, click aqui

Por volta do meio-dia, oito gatos e um cachorro foram retirados da casa de Dalva Lina da Silva pela Polícia Civil , porque a mesma não atendeu a porta quando a ONG Adote um Gatinho chegou com a liminar para retirar os animais, que novamente tiveram que acionar a polícia.

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Investigações

Vizinhos da suspeita e o investigador contratado pelos protetores relataram que os animais apenas chegavam à casa, e não deixavam o imóvel – o que causava desconfiança. Vizinhos também relataram ter ouvido ruídos de animais chorando na noite de quarta-feira (11). Eles também afirmaram que os animais que viram chegar ao imóvel estavam bem de saúde, e não doentes como a suspeita alega.

Segundo a veterinária Beatriz Mattes, da ONG, a maioria dos animais mortos eram filhotes, com idade entre 1 e 2 meses. Os corpos serão encaminhados necrópsia. Segundo ela, um dos animais mortos tinha marca de injeção no coração. Beatriz suspeita que Dalva tenha injetado cloreto de potássio – o produto foi encontrado pela polícia dentro da casa da mulher.

Ainda segundo a veterinária, os corpos foram encontrados com “aparência estranha”. “Todos estavam em posições que definharam, encolhidos, todos defecados. Nunca vi uma cena tão feia em toda a minha vida”.

 

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Fontes: Mural Animal, Agência Estado, Folha.com, R7, G1.

 

Mulher é presa por matar cães e gatos em São Paulo

 

Cerca de 30 gatos e cachorros são encontrados mortos dentro de sacos de lixo na zona sul de SP.

Uma mulher identificada como Dalva Lima da Silva, de 43 anos, foi presa, no final da noite de ontem, na rua Mantiqueira, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, sob acusação de maus tratos contra animais e crime contra a natureza. Pelo menos 33 animais, entre gatos e cachorros, foram encontrados mortos dentro de sacos de lixo, um deles na calçada, em frente à casa da vizinha da acusada.

Denúncia – Organizações não-governamentais (ONGs) protetoras dos animais, há 20 dias, contrataram um detetive particular após receberem denúncia de pessoas que entregavam os cães e gatos, achados na rua, para essa mulher, que se dispunha a cuidar dos bichos. Ao desconfiarem de que Dalva estava matando os animais, estas pessoas resolveram denunciá-la às ONGs. Os sacos de lixo contendo os animais mortos, segundo a polícia, eram colocados na porta das casas vizinhas, junto aos demais sacos, para não levantar suspeita. Tudo era levado pelo caminhão de coleta de lixo.

 

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Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Rituais satânicos – Por volta das 23h, o detetive testemunhou Dalva deixando um saco plástico em frente à casa vizinha. Policiais militares da 3ª Companhia do 11º Batalhão foram acionados e detiveram a acusada, que foi encaminhada para o plantão do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), no centro da capital. Na casa de Dalva, os policiais encontraram mais sacos e sedativos, que eram dados aos animais antes de ela matá-los. A maioria tinha o sangue retirado pela mulher, suspeita de realizar rituais satânicos.

Segundo ainda a polícia, Dalva não mora sozinha. Durante depoimento, segundo um dos policiais civis, a mulher, que não aparentava nenhum sinal claro de distúrbio mental, chegou a contar várias histórias diferentes. Ela assinou um termo circunstanciado de crime ambiental, podendo ser processada e condenada a uma pena de três meses a um ano de prisão.

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Fontes: Agência Estado, Folha.com.

 

Caso da Cadela Preta de Pelotas

Por volta das 2h da madrugada de 9 de março de 2005, três estudantes que estavam em um bar de Pelotas (RS) amarraram uma cadela no para-choque do carro Ford Ka de um deles e a arrastaram por cinco quadras, até a sua morte. Houve quem pedisse que eles não fizessem aquilo porque a cadela era mansa, que era amiga dos fregueses, que lhe davam sobras de carne. Mas foi em vão.

 

O animal morava nas ruas e era cuidada por moradores de Pelotas e especialmente pelos frequentadores de um trailer onde eram vendidos lanches.

Pela manha, vizinhos do bar encontraram o corpo dela despedaçado e o dos filhotes que estava gestando. A cadela Preta (foto acima) estava prenha e já havia interessados em ficar com os filhotes.

Ela foi arrastada por, ao menos, seis quadras, segundo testemunhas disseram à polícia.

Veja o vídeo da reconstituição

Os que cometeram a barbárie, eram na época jovens universitários.

O caso gerou comoção da população em todo o estado do Rio Grande do Sul e ganhou repercussão nacional ao ser noticiado no Fantástico, em rede nacional, do dia 17 de março de 2005, aparecendo posteriormente então em diversos jornais, revistas e programas de TV, fato que gerou protestos em vários outros centros para além do estado.

Alberto Conceição da Cunha Neto, além de ser o proprietário e motorista do carro que arrastou a cadela preta pelas ruas do Centro de Pelotas,  já tinha  antecedentes criminais. Em 2003, matou à tiros uma cadela Boxer na praia do Laranjal, estava respondendo processo por maus-tratos a animais e por porte ilegal de arma. Alberto Conceição da Cunha Neto,  recebeu a maior pena dentre os três acusados, sendo condenado em 2007 ,  pelo juiz José Antônio Dias da Costa Moraes, do Juizado Especial Criminal de Pelotas (RS), a um ano de detenção em regime aberto no Presídio Regional daquela cidade. Na sentença, o juiz não permite a reversão da detenção em pena alternativa, e estipula ainda o pagamento de uma multa.

A condenação dos acusados, ocorrida anos depois, trouxe o caso de volta à mídia, e teria se baseado no fato de que o assassinato do cão teria trazido prejuízos de ordem psicológica à população local.

Atualmente Alberto Conceição Cunha Neto é advogado e engenheiro agrícola, Marcelo Schuch (aluno de pré-vestibular) e Fernando Siqueira Carvalho ( engenheiro agrícola). Os outros dois outros estudantes,  apontados como participantes aceitaram a transação penal com o Ministério Público em 2005, e cumpriram um ano de trabalhos comunitários em instituições ligadas ao meio ambiente, além de pagarem – cada um – R$ 5.000,00 ao Canil Municipal, para reformas.

Durante a instrução, duas audiências com apresentação de testemunhas de dfesa e acusação foram realizadas no Foro de Pelotas. A defesa ainda não foi intimada sobre a sentença, o que será feito nos próximos dias, por publicação no Diário da Justiça Online. Após, haverá prazo para recorrer às Turmas Recursais Criminais, em Porto Alegre. (Proc. nº 2202266955).

Outro jovem – do mesmo grupo de amigos – também está respondendo a uma ação penal (nº 2202278133), acusado de ter prestado falso testemunho.

Em agosto de 2010, por decisão unânime, a 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou Alberto Conceição Cunha Neto, 26, o dono do carro, a pagar a indenização de R$ 6.035,04 por danos morais coletivos. Não cabe mais recurso.

Em sua defesa, Neto se colocou como vítima. Argumentou que na época sofreu perseguição pública, inclusive por parte dos estudantes da universidade onde estudava, e da imprensa. Lembrou que teve de sair da Universidade Católica de Pelotas e mudar da cidade e que não teve da Justiça o benefício da isonomia: somente ele foi condenado à reclusão.

  

Na avaliação do desembargador Arminio José Abreu Lima da Rosa, o relator do processo, a isonomia não pôde ser aplicada porque Neto liderou o ato de crueldade, além de ele ter antecedentes criminais.O desembargador sentenciou que a violência contra a cadela Preta “ofende os sentimentos de compaixão e de piedade”

 
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Publicado por em 01/02/2012 em Animais, Crueldade

 
 
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